Cientistas finalmente descobriram o porquê de algumas pessoas ficarem grisalhas primeiro do que outras

Cientistas finalmente descobriram o porquê de algumas pessoas ficarem grisalhas primeiro do que outras

 

Num estudo publicado pela revista Nature Communications, uma equipa internacional de cientistas, liderada pela University College London, foram a fundo para descobrir o porquê de algumas pessoas ficarem grisalhas primeiro do que outras.

 

Além disso, o estudo também traz na perspectiva dessa descoberta, possíveis novos tratamentos para a calvície e lança uma luz sobre a biologia de tudo, desde os cachos até as sobrancelhas mais espessas. A pesquisa foi realizada com amostras de sangue de mais 6 mil pessoas, entre homens e mulheres da américa latina – que possui maior diversidade – com a finalidade de fazer uma leitura de genes.

 

Sendo assim, os cientistas conseguiram analisar se as pessoas que tinham ficado grisalhas aos 40 anos de idade, por exemplo, eram mais propensas a ter um determinado tipo de gene. A mesma coisa foi feita com pessoas de cabelos cacheados e monocelhas. Os resultados revelaram o primeiro gene para cabelos grisalhos, nomeado como IRF4, que está envolvido na produção de melanina – o pigmento que dá a cor natural aos cabelos.

 

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Conforme relatado pela Nature Comunnications, cerca de 15% dos europeus têm uma versão do gene IRF4 que produz mais lentamente – ou para mais rapidamente de produzir – melanina. O que significa que o grisalho acaba chegando mais cedo para essas pessoas e para as que possuem o TCHH.

 

Outro gene chamado GRID1 foi associado à calvície, enquanto que um nomeado como FOX12, foi considerado responsável por determinar a espessura das sobrancelhas. Além desses, descobriam que um gene chamado de PAX3, era responsável pelas características monocelhas – que dão a impressão de uma única sobrancelha – e o gene TCHH, que determina o crescimento de cachos nos cabelos a partir de uma redução na produção de proteínas que deixa os cabelos mais fracos e mais fáceis de enrolar.

 

De acordo com o Dr. Kaustubh Adhikari, principal autor do estudo: “Já sabíamos que os genes estavam envolvidos na calvície, mas é a primeira vez que um gene para o envelhecimento foi identificado, bem como outros genes que influenciam a forma e a densidade de pelos e cabelos”, disse.

 

Os pesquisadores, agora pretendem aprender mais sobre quanto os genes são capazes de afetar cor, estrutura e presença de nossos cabelos, tendo em vista o desenvolvimento de novos tratamentos cosméticos. A informação também pode ter aplicações forenses, podendo ser usada para ajudar a polícia a construir o perfil de criminosos, pelas partículas de DNA deixadas na cena de um crime.