NASA realiza testes secretos de propulsores sem combustível que desafiam as leis da física

NASA realiza testes secretos de propulsores sem combustível que desafiam as leis da física

 



O motor “impossível”, que não utiliza combustível, e poderia levar seres humanos a Marte apenas em 10 semanas, ainda está a desafiar a ciência.

 

Quando o conceito foi proposto pela primeira vez, foi considerado implausível, porque não condiz com as leis da física. Mas os testes subsequentes do chamado EM Drive, mostraram que a ideia poderia revolucionar as viagens espaciais. Agora, a NASA forneceu a primeira actualização pública sobre o teste, após meses, e parece sugerir que ele realmente faz o trabalho proposto. Os cientistas, no entanto, ainda não sabem o motivo.

 

 

A actualização foi dada por Paul March, um dos principais engenheiros que trabalha com o propulsor EM Drive, no Laboratório Eagleworks, no Centro Espacial Johnson, no Texas, EUA. Ele disse que a NASA conseguiu remover alguns dos erros de testes anteriores, mas ainda encontrou sinais inexplicáveis de impulso. O anúncio de March é o primeiro feito em meses, pois a agência espacial estava mantendo grande silêncio sobre quaisquer desenvolvimentos sobre o polémico projecto.

 

motor-impossivel-da-NASA-01

 

March postou seus dados no fórum da NASA, em resposta a um artigo (não disponibilizado) que afirma que o impulso impossível é gerado por algo conhecido como a força de Lorentz, ou seja, a força que é exercida por um campo magnético sobre uma carga elétrica em movimento. Porém, March diz que seus testes provam que isso não é verdade, explicando que o amortecedor magnético reduziu os campos magnéticos na câmara de vácuo utilizada de uma maneira que nenhuma interação do tipo poderia produzir. “Ainda por cima, os sinais de impulso anômalos permaneceram”, completou ele. March também diz que, nos últimos desenvolvimentos, a expansão térmica do propulsor foi levada em conta para reduzir todas as fontes possíveis de erro.

 

Porém, o impulso ainda pode ser visto, e os engenheiros não sabem explicar o que está causando isso. Se for bem-sucedido, o sistema de propulsão EM Drive permitiria viagens espaciais a velocidades até agora jamais vistas. O fato de ser um fenômeno recorrente, faz EM Drive parecer um conceito mais concreto para a viagem espacial no futuro. Os pesquisadores dizem que a nova unidade poderia transportar passageiros e seus equipamentos para a Lua em menos de quatro horas.

 

O sistema baseia-se na unidade eletromagnética (EM Drive), que converte energia elétrica em energia de impulso sem a necessidade de combustível de foguete. Embora houvesse ceticismo em torno do EM Drive, em abril, a NASA divulgou os resultados de seu próprio teste que mostrou que ele, de fato, criou impulso, desafiando a lei clássica da física.

 

[pub_quadro_exoclick]

motor-impossivel-da-NASA-02

 

De acordo com Martin Tajmar, físico e professor do Sistema Espacial da Universidade de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, é preciso que testes adicionais sejam realizados “para estudar a interação magnética das linhas de alimentação de energia utilizadas para os contatos de metal líquido”.

 

De acordo com a física clássica, o EM Drive seria impossível, pois viola a lei da conservação do momento. A lei diz que a dinâmica de um sistema é constante, caso não existam forças externas agindo sobre o sistema. Por isso o propulsor é necessário em foguetes tradicionais. Pesquisadores dos EUA, Reino Unido e China realizaram testes com EM Drives ao longo das últimas décadas, mas seus resultados são controversos, já que ninguém foi exatamente capaz de desvendar seu funcionamento.

 

No início de 2015, a NASA construiu um EM Drive que funciona em condições parecidas com as do espaço, de acordo com os usuários do fórum “NasaSpaceFlight.com”. O conceito de um motor EM Drive é relativamente simples. Ele fornece impulso para uma nave espacial emitindo micro-ondas. A energia solar fornece a eletricidade para alimentar as micro-ondas, sem necessidade de um propulsor.

 

As implicações disso poderiam ser enormes. Por exemplo, os satélites atuais poderiam ter metade do tamanho, sem a necessidade de transportar combustível. Os seres humanos também poderiam viajar com mais facilidade para o espaço, gerando sua própria propulsão. Porém, ainda precisamos aguardar para que este mistério seja entendido e resolvido.

 

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]