Refugiados sírios recriam monumentos destruídos do seu país com incríveis miniaturas

Refugiados sírios recriam monumentos destruídos do seu país com incríveis miniaturas

Embora a vida num campo de refugiados não esteja entre os sonhos de muita gente, acaba por ser a solução para muitas famílias sírias, que fogem da guerra civil que acometeu o país e já foi responsável por cerca de 250 mil vítimas. Porém, enquanto muitas pessoas têm dificuldades de lidar com a mudança, outras, como Mahmoud Hariri, decidiram fazer do limão uma limonada.

Aos 25 anos, Mahmoud era professor e pintor na cidade síria de Daraa. Quando foi para o campo de refugiados, pensou que estaria ali por apenas algumas semanas. “Quando percebi que seriam anos, soube que precisava começar de novo ou perderia minhas habilidades”, conta.

Assim nasceu um projecto artístico que visa recriar diversos monumentos e lugares históricos da Síria, muitos dos quais foram prejudicados ou completamente destruídos durante a guerra. Outros cinco artistas juntaram-se ao projecto no campo de refugiados Zaatari, na Jordania.

Além de ser uma maneira de preservar a sua cultura, muitos vêem no projecto também uma forma de mostrar a Síria aos refugiados mais jovens, que nem sequer tiveram tempo de conhecer o seu próprio país. “Há muitas crianças que vivem aqui que nunca viram a Síria ou que não têm nenhuma memória sobre ela. Eles sabem mais sobre a Jordânia do que sobre seu próprio país”, lembra Mahmoud.

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